Como lidar com adolescentes que te enfrentam?

Você sente a distância crescer. Ele responde com “tanto faz”, se tranca no quarto, evita seu olhar. E por mais que você tente se aproximar, a sensação é de estar falando com uma parede. Mas o que parece desinteresse ou desprezo, muitas vezes é o grito silencioso de alguém que ainda não aprendeu a pedir ajuda.

A adolescência é um turbilhão emocional. É o momento em que eles deixam de ser criança, mas ainda não sabem como ser adultos. Vivem pressionados por expectativas, julgamentos, mudanças hormonais, inseguranças, redes sociais que comparam, escola que exige e um mundo interno que eles mesmos não entendem. Nesse cenário, muitas vezes, a forma que encontram de se proteger… é se afastar. E quem está mais perto, geralmente, recebe as reações mais duras. Você.

Mas isso não é rejeição. É imaturidade emocional. É medo de decepcionar. É insegurança de mostrar vulnerabilidade. Seu filho não vai dizer “estou precisando de você”. Vai dizer “você não entende nada”, “me deixa”. É aí que entra a sua coragem emocional.

 

 

 

 

1. Compreenda a raiz do comportamento

O comportamento desafiador quase sempre esconde uma necessidade não atendida. Em vez de reagir à “rebeldia”, pergunte-se o que pode estar por trás:

  • Pressão externa: notas, amigos, redes sociais, expectativas familiares.

  • Mudanças internas: hormonais, emocionais, autoconhecimento.

  • Dificuldade em expressar sentimentos: eles ainda estão a aprender a nomear o que sentem.

Quando ele responder de forma ríspida, respire. Em vez de confrontar de imediato, tente algo como: “Percebo que você está chateado. Quer conversar mais tarde, quando estiver mais calmo?”

 

 

 

2. A importância da presença empática

A disciplina positiva lembra que vínculo é alicerce. Seu filho precisa sentir que tem um porto seguro, mesmo no caos.

  • Escuta ativa: ouça mais do que fala. Valide o que sente, mesmo que não concorde.

  • Comunicação não-violenta: foque no comportamento, não na identidade. “Fico preocupado com suas tarefas acumuladas” é muito diferente de “Você é preguiçoso”.

  • Momentos de conexão: um lanche, um filme, uma caminhada. Não é sobre quantidade, mas sobre qualidade.

Dica prática: crie “check-ins” curtos, regulares e sem pressão. Perguntar no carro, antes de dormir ou durante uma refeição já abre espaço para diálogo.

 

 

3. Disciplina positiva na prática

A disciplina positiva não é punição, mas guia.

  • Busquem soluções juntos: “Temos um problema com o horário de dormir. Que solução funcionaria para nós dois?”

  • Foquem na solução, não no erro.

  • Validem e incentivem o esforço, mesmo nos momentos difíceis.

Se precisar estabelecer um limite, faça-o com firmeza e gentileza: explique o porquê e qual será a consequência — educativa, não punitiva.

 

Seu filho precisa de você. Mesmo quando diz que não. Mesmo quando se fecha no quarto. O vínculo continua ali, vivo, pronto para florescer toda vez que você tenta mais uma vez.

QUER SE APROFUNDAR NA EDUCAÇÃO ENCORAJADORA?

PROGRAMA COMPLETO: ENCORAJANDO PAIS®

 

Um processo transformador de 10 semanas para pais e mães que desejam:

– Construir uma relação mais leve e respeitosa com seus adolescentes.

– Dominar ferramentas de comunicação não-violenta e disciplina positiva.

– Desenvolver um plano de ação personalizado para sua família.

 

FORMATO DO PROGRAMA:

– 10 sessões online e ao vivo (grupos de no máximo 10 participantes).

– Metodologia completa: desde autoconhecimento até aplicação prática.

– Acompanhamento contínuo: grupo de apoio exclusivo e materiais didáticos.

– Certificado de conclusão ao final do processo.

“A educação encorajadora transforma desafios em oportunidades de conexão.” – Heloisa Timóteo

 

 

 

Veja também: